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Modalidade de avaliação deve ser referência nacional

Bovinos recebem mesmos cuidados e depois de sete meses são classificados de acordo com desempenho...

Terça-feira, 14 de Novembro de 2017 às 15h23

Modalidade de avaliação deve ser referência nacional

Desde maio, 98 bovinos estão confinados em uma propriedade e recebem, diariamente, a mesma alimentação, passam pelos mesmos procedimentos e são submetidos ao mesmo processo de manejo. Ao longo de quase sete meses, os animais oriundos de 19 propriedades diferentes, passam por avaliações periódicas de desempenho e, no dia 02 dezembro, serão classificados em cinco categorias diferentes. Os 40 melhores vão para a vitrine para serem comercializados no shopping de bovinos. A experiência é uma prova de ganho de peso, realizada no município de Rondonópolis, para avaliar os animais que melhor se desenvolvem quando submetidos às mesmas condições. Por meio de uma parceria que envolveu instituições como Associação dos Criadores do Sul de Mato Grosso (Criasul), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ABCZ (Associação dos Criadores de Zebu) Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso) e ACNMT (Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso) foi criado em 2015 o Índice de Desenvolvimento Criasul (IDC).

Com a análise de critérios específicos, os técnicos identificam os animais que ganham mais peso, associado a um bom acabamento de carcaça e elevados escores visuais EPMURAS (Estrutura, Precocidade, Musculosidade, Umbigo, Raça, Aprumos e Sexualidade). Este ano, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) passou a integrar a banca de julgadores e os animais também serão submetidos aos critérios adotados pela entidade. A participação da ABCZ atende a um pedido dos produtores participantes para chancelar a prova. A intenção é tornar a prova uma referência nacional em avaliação de animais, estimulando a participação de produtores de todo o país para agregar valor à produção. Pelo menos esse é um dos objetivos do presidente da Associação dos Criadores de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e um dos idealizadores do projeto, Marco Túlio Duarte Soares. “Mato Grosso precisa de uma prova de classificação de animais por desempenho e com o IDC conseguimos traçar uma metodologia capaz identificar os melhores animais com a avaliação de critérios como ganho de peso, acabamento de carcaça e capacidade de reprodutiva”, explica Marco Tulio.

Para o produtor, a prova vem para certificar os investimentos em melhoramento genético e, consequentemente, carne. “Quando reconhecemos a genética, viabilizamos seu desenvolvimento, melhoramos o rebanho e, consequentemente, a qualidade da carne que colocamos na mesa do consumidor”, destaca Marco Túlio Duarte Soares. O médico veterinário e produtor Marcio Antônio Buosi participou das três edições do projeto e na primeira edição conseguiu ter um de seus animais entre os cinco melhores. O resultado foi um bom preço de venda. Este ano, entretanto, Márcio afirma que a disputa está muita acirrada e conseguir ter um de seus cinco participantes entre os melhores está mais difícil. Para Márcio Buosi, o mais importante é poder comparar os animais e identificar aqueles que destacam. “Com isso, é possível comercializar os melhores exemplares e democratizar o acesso à tecnologia”. Apesar de não ser uma prova exclusiva para Nelore, dos 98 participantes, somente quatro são de outra raça, neste caso, Senepol. O presidente da ACNMT, Mário Candia, salientou que para o próximo ano teremos duas provas sendo uma a pasto e outra nos moldes desta que se encerra para avaliarmos os animais em todas as condições.

Critério de avaliação – Os animais foram confinados em 29 de maio e desde então estão sob as mesmas condições alimentares. Eles possuíam idades entre sete e dez meses e o peso médio era de 260 quilos. A expectativa é que ao final da prova a média de peso alcançada seja de 440 quilos. Apesar de ser uma prova de ganho de peso, outras variáveis são consideradas. Pelos critérios IDC, a classificação é feita em cinco categorias, dos melhores para os piores. As características analisadas têm pesos diferentes, sendo 40% dos pontos por ganho em peso médio diário; 20% escores visuais - EPMURAS (Estrutura, Precocidade, Musculosidade, Umbigo, Raça, Aprumos e Sexualidade); 10% perímetro escrotal; 10 % área de olho de lombo (AOL/100 kg) e 10% espessura de gordura subcutânea, além da altura de garupa, perímetro torácico e marmoreio. A avaliação da ABCZ faz a classificação considerando 25% dos pontos para Indicador de Ganho Médio Diário; 25% para Indicador de Peso Calculado à Idade Padrão; 20% para o Indicador de Avaliação Visual; 10% para Indicador de Perímetro Escrotal; 10% Indicador de Área de Olho de Lombo e 10% para o Indicador de Espessura Gordura Subcutânea. A Prova do próximo ano já está sendo organizada e selecionadores de todo o estado e até fora dele já estão se organizando.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

 

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